Veja o que os clubes pequenos precisam para receber o VAR em seus estádios no Paulistão

A próxima edição do Campeonato Paulista terá como novidade principal o uso do VAR (sigla em inglês para árbitro de vídeo) a partir das quartas de final da competição. Apesar de a Federação Paulista de Futebol (FPF) assegurar que todos os estádios dos participantes têm condições de receber a tecnologia, os clubes disseram que vão precisar de uma certificação.

A reportagem conversou com representantes das equipes do interior, que informaram que a empresa contratada pela Federação tomará as providências e arcará com os custos. Entre elas, averiguar as condições dos estádios e emitir um certificado.

FPF sorteou grupos do Paulistão 2019 no dia 23 de outubro de 2018 Gazeta Press

“O VAR será aplicado somente nas quartas de final e somente nos estádios que tiverem certificação. [Como será definido isso?] Vai ficar tudo a critério da Federação. Ela quem vai decidir como avaliar os estádios”, disse Marco Chedid, presidente do Bragantino.

“Reinaldo [Carneiro Bastos, presidente da FPF] nos disse na reunião que quando eles criarem e definirem tudo será feita uma apresentação para os clubes e também para a imprensa”, completou o dirigente.

Alguns cartolas do interior demonstraram desconhecer se correm o risco de jogar em outro local caso o estádio utilizado por seus clubes não tenha condições de receber o VAR. Muitos afirmaram que suas casas têm totais condições.

Já os grandes do Estado se mostraram favoráveis ao uso do recurso, mas Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, fez um alerta.

“É preciso preparar bem para não acontecer o mesmo que na final da Copa do Brasil. O árbitro marca, o VAR desmarca, marca. É lance para interpretação, não lance para usar o recurso. Tem de ter uma clareza no uso”, disse Andrés.

Um ponto que pesou a favor para o VAR ser aprovado no Paulistão em reunião na última terça é que a tecnologia será totalmente custeada pela FPF. Ao todo, serão 14 jogos e o valor final será de R$ 392 mil (R$ 28 mil por partida, segundo a entidade).

Para efeito de comparação, a proposta da CBF para colocar o VAR no Campeonato Brasileiro era fazer os clubes custearem a tecnologia, pagando R$ 1 milhão pelos 19 jogos como mandante. Em votação, a proposta foi rejeitada pela maioria.

Mesmo na Copa do Brasil, torneio em que o recurso é bancado pela entidade, o custo é próximo a R$ 56 mil por partida.

Outra vantagem da FPF em relação à CBF é que a empresa responsável pelo VAR será a Hawk-Eye Innovations, a mesma que operou na Copa do Mundo da Rússia, neste ano. Ela venceu a concorrência com outras quatro candidatas.

O Paulistão de 2019 começará em 20 de janeiro e terminará em 21 de abril.

O formato é o mesmo de 2018. Isto é, os 16 clubes divididos em quatro grupos com quatro representantes. Os dois melhores de cada chave avançam para as quartas de final. O mata-mata terá jogos de ida e volta até a grande decisão.

O campeão receberá R$ 5 milhões.

Por ESPN.com.br

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