Série A tem R$ 20 mi de prejuízo por falta de público em 2020

Os 20 clubes da Série A fecharam 2020 no Brasileirão com prejuízo acumulado de R$ 20.145.795,93 por falta de público por conta da pandemia. O total é resultado do levantamento do Uol pelos documentos enviados por cada um dos times para as suas respectivas federações e, então, repassado para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) até a última rodada do ano passado.

É bem importante destacar que o levantamento considera apenas o prejuízo pela realização das partidas pela obrigação de cada clube de arcar com gastos como segurança, doping, arbitragem e despesas operacionais do estádio. Esses custos, normalmente, são cobertos com a presença de público.

O rombo com os portões fechados por causa da pandemia é ainda maior do que isso se considerada a receita que não entra com a venda de ingressos, consumo de itens no estádio e pagamento das mensalidades de sócio-torcedor.

Por jogarem no Maracanã, Flamengo e Fluminense mantêm a liderança com folga. O time das Laranjeiras precisou desembolsar quase R$ 2,7 milhões para realizar 14 partidas no ano passado. Já o Rubro-Negro tem seus gastos na casa dos R$ 2,5 milhões.

Atlético-MG e Botafogo, que também não têm estádio, vêm logo em seguida pelas despesas operacionais com Mineirão e Nilton Santos, respectivamente. O Palmeiras está na 5ª colocação, mas o prejuízo final cai um pouco considerando que a WTorre deve reembolsar cerca de R$ 200 mil pelo Alviverde não ter jogado em casa diante do Santos no 1º turno por conta de um evento no Allianz Parque.

O Sport é o único da elite que não envia o detalhamento completo de seus gastos e conta com a conivência da CBF, mesmo que essa prática vá contra a transparência pedida pelo Estatuto do Torcedor. O blog já chegou a entrar em contato com o time pernambucano, que fez a promessa não cumprida de aumentar a transparência. A CBF, por sua vez, diz que não pode fazer nada.

Para esta temporada, os clubes devem continuar sofrendo com a ausência de público. Alguns times projetaram o orçamento considerando que o torcedor só poderá voltar a partir de julho e com 30% da capacidade. Outros desconsideraram essa questão e devem ter um rombo maior do que o previsto.

Fonte: Uol

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