Presidente do Atlético de Alagoinhas sugere regionalizar ainda mais os grupos da Série D

Foto: Divulgação / FBF

A pandemia do coronavírus paralisou o futebol brasileiro. Prevista para começar a partir do primeiro final de semana de maio, a Série D ainda não tem data definida de quando a bola vai rolar. Sem jogos, as escassas receitas dos clubes também foram interrompidas. Em crise, o presidente do Atlético de Alagoinhas, Albino Leite, sugeriu regionalizar ainda mais a competição. A ideia original do torneio tenta reunir as equipes de regiões próximas. No entanto, o time baiano acabou tendo três adversários de Minas Gerais, um do Distrito Federal e outro do Tocantins, além conterrâneo Bahia de Feira.

“Nós ficamos no Grupo A6 contra times em Minas Gerais, Brasília e Tocantins. O que nós estamos sugerindo, inclusive já mandei para a CBF via FBF, é regionalizar. Pegar o Vitória da Conquista, Bahia de Feira, o Atlético, os dois de Sergipe e um de Alagoas e a gente fica por aqui rodando de ônibus, do que pegar avião”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. “Mas vou participar! Agora, depende da cota. Precisamos da cota, porque sozinho nenhum clube vai, a não ser que tenha dinheiro, que um grande empresário consiga manter. Vou participar, mas também vou torcer que tenha uma cota, uma ajuda, porque serão três meses de campeonato. Por isso que estou mantendo os jogadores”, completou. 

Além do Carcará e do Tremendão, o grupo A6 é composto pelos mineiros Caldense, Tupynambas e Vila Nova, pelo Gama, do Distrito Federal, pelo Palmas, do Tocantins. Além disso, o último integrante da chave será o vencedor do confronto da preliminar entre Tocantinópolis-TO e Brasiliense.

Para manter o elenco, formado para a disputa do Campeonato Baiano, Albino anunciou que pagou aos atletas a segunda parcela do plano emergencial. O valor do pagamento é o salário integral indicado na carteira de trabalho.

“Nós acabamos de pagar a segunda parcela do plano emergencial. Ainda falta pagar mais uma demanda do auxílio emergencial que fecha os 90 dias. E estamos aguardando o posicionamento da CBF se vai haver outra demanda de plano emergencial. O recurso que veio da CBF era para esses dois meses e termina agora e vamos aguardar como vai ficar”, disse. “Não tem pagamento de imagem, porque ninguém está jogando e não aparece em nada”, pontuou o mandatário.

Os jogadores do Carcará seguem treinando nas suas casas com o acompanhamento do departamento de futebol do clube.

Por Leandro Aragão

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