Mais passes e chutes, menos resultados: como bola virou ‘inimiga’ do Corinthians no Brasileiro

Ao perder para o Santos na Vila Belmiro, o Corinthians conheceu sua terceira derrota em quatro jogos no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Em todas elas, um roteiro semelhante: o time fica mais com a bola, aumenta o número de passes e também de finalizações. Não consegue, porém, vencer.

Quando o líder perde, a bola parece ser “inimiga”.

Segundo as estatísticas do Trumedia, banco de dados exclusivo da ESPN, o Corinthians tem média de posse inferior a seus rivais quando vence, 49,7%, em marca que sobe para 66% nas derrotas. A equipe de Fábio Carille até consegue produzir com a bola no pé, mas fica bem longe de repetir a efetividade.

O número de passes, por exemplo, é bem superior nos três revezes até aqui do que nos 15 triunfos. Em média, nas derrotas, são 607 bolas trocadas, com 503 acertos (aproveitamento de 83%). Já quando vence, o Corinthians tenta 466,6 passes e acerta 377 (81%, índice também abaixo dos tropeços).

O crescimento nos passes também resulta em mais chutes. A média é de 18,7 nas derrotas e 10,6 nas vitórias. Só que, nos triunfos, o Corinthians acerta mais o alvo: 40,4% de aproveitamento a 24,6%.

O número mostra uma das principais características do time alvinegro no primeiro turno: ainda que não finalizasse tanto, chegava com qualidade para marcar. Algo perdido agora na sequência ruim.

“Se quisermos algo no campeonato, temos de melhorar. Não é o segundo turno que queríamos mostrar. Em quatro partidas, temos uma vitória e três derrotas. O resultado não foi o que viemos buscar aqui. Criamos oportunidade e não conseguimos marca”, avaliou Carille, após a derrota para o Santos.

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