Mais longe de Jorge Jesus, Flamengo encaminha acerto com Paulo Sousa, técnico da Polônia

A procura do Flamengo por um técnico em Portugal está perto do fim. Cada vez mais longe de Jorge Jesus, a diretoria voltou as atenções para Paulo Sousa e deixou encaminhada a contratação do atual comandante da seleção da Polônia. O contrato será de dois anos.

Paulo Sousa, técnico da seleção da Polônia — Foto: JANEK SKARZYNSKI / AFP

Em Portugal, o jornal Record já dá como certa a ida de Paulo Sousa para o Flamengo. O treinador foi o primeiro a se encontrar com Marcos Braz e Bruno Spindel em Lisboa e agradou aos dirigentes rubro-negros, que, antes mesmo da contratação de Dome, já haviam analisado o nome de Paulo Sousa. Na última semana, o técnico também despertou interesse do Internacional.

O presidente da Federação Polonesa de Futebol, Cezary Kulesza, publicou em seu Twitter que Paulo Sousa pediu a rescisão de contrato, mas a entidade negou. Dessa forma, será preciso uma negociação ou o pagamento de multa.

– Hoje fui informado pelo Paulo Sousa que queria rescindir o contrato por causa de uma oferta de outro clube. Este é um comportamento extremamente irresponsável, inconsistente com as declarações anteriores do treinador. Portanto, recusei firmemente – afirmou Kulesza.

O Flamengo foi a Portugal com o desejo de contratar Jorge Jesus. Teve um encontro com o treinador, mas as coisas não aconteceram da maneira esperada, e a repercussão negativa criou um obstáculo extra. JJ havia pedido que o encontro não fosse confirmado oficialmente, o que depois acabou acontecendo durante entrevista do auxiliar João de Deus, que desagradou aos dirigentes rubro-negros.

Em conversa com Rui Costa, presidente do Benfica, Jorge Jesus sinalizou que sua ideia é ficar no clube, enfrentar o Porto no dia 30 e cumprir seu contrato. Este encaminhamento teve influência na decisão do Flamengo de buscar outra alternativa, no caso Paulo Sousa.

A carreira de Paulo Sousa          

Paulo Sousa tem 51 anos e foi um jogador de destaque. Iniciou sua carreira nas categorias de base do Benfica até estrear no time principal. Foi um meia de classe e técnica apurada, estrelando junto da geração de Figo e Rui Costa. Defendeu ainda Sporting e foi campeão da Liga dos Campeões por Juventus e Borussia Dortmund.

Após o auge, inúmeras lesões o atrapalharam. Voltou para a Itália nos anos seguintes, atuando na Inter de Milão e no Parma. Em 2001 defendeu o Panathinaikos, da Grécia, e encerrou sua carreira no Espanyol, da Espanha. Pela seleção de Portugal, foi campeão do mundo sub-20 em 1989.

Depois de pendurar as chuteiras, ele trabalhou nas seleções de base de Portugal e depois foi auxiliar de Felipão na Copa de 2006. Em 2008, assumiu seu primeiro cargo de técnico no Queens Park Rangers, na época na 2ª divisão da Inglaterra, mesmo campeonato onde dirigiu nos dois anos seguintes o Swansea e o Leicester.

Trabalhou ainda na Hungria, Israel e Suíça, onde foi campeão pelo Basel. Em 2015, fez um trabalho elogiado na Fiorentina. Antes de ser o comandante da Polônia, ainda dirigiu o Bordeaux, da França.

Por André Hernan, Fred Gomes e Fred Huber