Luiz Eduardo Baptista, o BAP, chama empréstimo de ‘linha de crédito’ e abre o jogo sobre cenário financeiro do Flamengo

Crédito: Celso Pupo/ Fotoarena

Vice-Presidente de Relações Externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, foi o convidado deste sábado para uma entrevista para a TV FLA, canal oficial do time carioca, e aproveitou para esclarecer o empréstimo de R$ 40 milhões realizado pela diretoria em meio ao período sem futebol por conta do covid-19 para equilibras as finanças. Nas palavras do executivo do clube, o dinheiro serve para dar ‘liquidez’ às finanças do time carioca.

“Muita gente achou que tomamos dinheiro pois estamos quebrados. Não. Tomamos dinheiro justamente para ter um balão de oxigênio extra e não quebrar ou tropeçar na frente. Essa é a correlação do mundo executivo com o mundo do futebol. É total, desde que você tenha vontade política e capacidade de implementá-la”, disse o dirigente.

“É muito importante você já ter vivido outras crises. O Flamengo tomou uma linha de crédito. Não é como se o Flamengo estivesse com um problema financeiro. Em situações como essa, você precisa estar líquido. Não sabemos quanto tempo vai durar esse processo. É preciso ter, acima de tudo, dinheiro em caixa. Esse é um dos exemplos que nos fez perceber muito rapidamente que não sabíamos o que vem pela frente e tínhamos que proteger o caixa para seguir cumprindo com os compromissos na medida do possível. Foi por isso que tomamos essa decisão antes de outros clubes”. 

O dirigente ainda analisou como está o cenário do futebol carioca e mundial por conta da paralisação e as alternativas que o Flamengo tem encontrado para conseguir manter as contas em dia no período, que ainda não há previsão para um retorno do futebol. 

“Vivemos um momento muito ímpar na história da humanidade. Ninguém estava preparado para isso. Todo dia aprendemos um pouco. (…) Isso terá efeitos diferentes em negócios distintos. Eu, particularmente, acredito que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Vemos discussões muito polarizadas e, normalmente, a posição correta está nos meios. Assim, o Flamengo tem trabalhado um dia sim e o outro também com a possibilidade da volta. A volta, é importante que se diga para todo mundo, depende de muito planejamento. Não vai ser o presidente ou o governador decretar o fim do afastamento e os clubes voltarão a jogar. É preciso ter uma planejamento prévio. São jogadores de alta performance”. 

“Não devemos ter público no primeiro momento. Terão protocolos de saúde e segurança. Não será a mesma maneira de fazer jogos na volta disso. É um problema multifacetado que precisa ser discutido enquanto estamos parados. Pois se não, no dia em que acabar o confinamento, vai demorar mais 30 dias. Estamos preparando um protocolo junto à Ferj, que tem feito um trabalho excepcional, temos trocado experiências como jamais havia sido feito, e que visa pensar como será o retorno. Temos que estar com este planejamento pronto assim que for possível. É preciso fazer uma nova pré-temporada. São várias peças se movendo e estamos trabalhando na coordenação dessas peças. Se voltaremos dia 5 de maio, 6, 12 ou 28, qualquer que seja a data possível para se voltar a jogar com segurança, nós temos que estar preparados”.

Fonte: FOX Sports

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