Fifa vê Globo com maior audiência do mundo na Copa, e ruptura não interessa

Em meio a uma disputa jurídica com a Globo por causa do não pagamento de parcela do contrato, a Fifa enviou a seus filiados relatório detalhado da audiência da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. E o texto cita a emissora brasileira como a que “de longe” teve a maior média de audiência entre as televisões mundo afora.

Segundo o documento, a Globo alcançou média de 23,7 milhões de espectadores por hora, bem à frente da segunda colocada, a russa Channel One, com 14,3 milhões. A medição é feita com base em jogos transmitidos ao vivo, mas também reprises e programas que tenham noticiário do Mundial.

Os números do relatório foram enviados à Fifa por agências oficiais dos países com dados de audiência, com ajuda da Publicis Media Sport & Entertainment (PMSE), empresa especializada em diagnósticos do alcance de eventos desportivos, e compilados pelo departamento da entidade que vende os direito de transmissão.

Esses números comprovam algo que é falado nos bastidores da Fifa e da Globo: a pendenga jurídica não deve fazer com que os parceiros rompam definitivamente. Enquanto a emissora não gostaria de perder a Copa do Mundo de 2022, o filé do contrato vigente (que tem também Mundial de Clubes, torneios de base, etc), a federação internacional sabe que hoje a única emissora aberta com alcance no Brasil para valorizar seu produto é a Globo.

Mesmo assim a Fifa recorreu da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que suspende o pagamento da Globo pelo contrato. A emissora carioca alega necessidades econômicas de se renegociar contratos em função da pandemia. O valor suspenso corresponde à parcela anual desse contrato, de US$ 90 milhões (R$ 495 milhões) e deveria ter sido pago em 30 de junho. O caso será julgado na segunda instância pela 14ª Câmara Cível do Rio.

Em contato com o blog em junho, logo depois de a Globo conseguir na Justiça frear o pagamento da parcela por meio de liminar, um porta-voz da Fifa disse que esperava que a emissora honrasse com o pagamento e que a entidade apoiava os parceiros e tentava um diálogo construtivo. Dava a entender, portanto, que não ficaria inerte.

Mas se a Fifa acha a Globo seu melhor parceiro para o Brasil por que brigar na Justiça? O blog apurou que essa atitude serve para dar recado a outras empresas parceiras que poderiam tentar a mesma manobra. A entidade avalia que o caso deva chegar na Corte Arbitral da Suíça, onde aí sim as partes sentarão para conversar e um acordo pode sair.

Fonte: UOL Esportes

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