FBF: ‘Madrasta’ Federação ganhou mais R$ que 8 times no “Baianinho”

Fracasso se repete e leva prejuízos para Clubes que vivem de pires na mão. Depois de 6 rodadas, a entidade colocou no caixa R$ 58.688,21 contra um negativo de R$ 5.588,32 do Atlântico e apenas R$ 198,16 da Juazeirense. Apenas Vitória e Jequié tiveram receita líquida maior nas partidas que a “madrasta“, que nada paga

Entra ano e sai ano, o Campeonato Baiano, que precisa urgentemente de uma entidade organizadora que inspire credibilidade e confiança, o fracasso se repete e apenas representa prejuízo para a maioria dos clubes participantes, ao contrário do que ocorre com a FBF (Federação Bahiana de Futebol) que jamais tem prejuízo, pois nada paga. Quadro móvel, arbitragem, policiamento, impressão de ingressos e todas as demais despesas saem da renda das partidas. Inclusive, pessoal do quadro móvel recebe com até 20 dias depois dois jogos.

Basta ver no “borderô”, que toda Federação tem obrigação de publicar porque se não fosse a baiana (um feudo de 30 anos, sendo 17 dos quais com o mesmo presidente e o atual assessor jurídico foi vice por 10 anos) se furtaria, como no caso do Estatuto que apenas tem a acesso quem paga por ele, que as entidades só lucram. Sequer as Ligas e os Clubes, razão da existência das competições, e torcedor, razão do futebol, receberam o Estatuto.

Eleição e com concorrência

Esconder o “documento” era uma das armas da atual gestão para evitar concorrência na eleição. Por isso, por 3 vezes, não houve chapa concorrente.

Em 2018, o “bunker” da FBF no Palácio dos Esportes está ‘balança, e vai cair” com a candidatura praticamente certa do advogado, Ademir Ismerim, que, segundo publicação do jornal “Correio da Bahia” está articulando apoio do Bahia, Vitória, outros Clubes, Ligas de Futebol do Interior e de lideranças importantes da política baiana (prefeito ACM Neto, vice Bruno Reis, deputados estaduais Ângelo Coronel, Marcelo Nilo e Sandro Régis e federais Arthur Maia, José Carlos Aleluia e Uldorico Junior) para por fim ao “desastre” instalado com a gestão de duas décadas de erros, fracassos e perseguições.

Públicos e rendas

O maior público até agora no campeonato foi no jogo entre Vitória e Bahia, no estádio Manoel Barradas, que não terminou por causa da confusão em campo. Foram 18.336 mil pagantes proporcionando uma renda de R$ 303.583,50, dos quais o Vitória recebeu líquido R$ 168.790,87, enquanto a FBF ficou com R$ 15.179,18.

Os dois menores públicos foram para Atlântico x Jacobina, no estádio Roberto Santos, pela 6ª rodada quando apenas 224 pagaram ingressos para um renda de R$ 3.480,00 e um prejuízo de R$ 6.726,00 para o mandante, e Bahia de Feira x Jacobina, no estádio Alberto Oliveira, pela 3ª rodada quando 313 torcedores pagaram ingresso e a renda foi de R$ 3.280,00 e um prejuízo de R$ 7.403,95 para o Bahia de Feira.

O Vitória é quem teve a maior receita liquida com R$ 176.994,24, seguido do Jequié com R$ 81.427,63. Apenas os 2 superam o que a FBF recebeu (R$ 58.688,21). O Bahia amarga prejuízo de R$ 166.662,09.

Receitas FBF

Além de 5% (cinco por cento) da renda bruta de cada jogo, a FBF – pelo que se supõe já que tanto a entidade como a Rede Bahia alegam segredo contratual – receberia 10% da cota de TV de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) menos apenas que Bahia e Vitória que receberiam R$ 850.000,00 (oitocentos e cinquenta mil) cada um, enquanto as demais equipes recebem cada uma em torno de R$ 90 mil. A folha mensal de uma equipe não é inferior a R$ 120 mil. Também patrocinadores bancam cotas na FBF que arrecada, em média, R$ 7,2 milhões por ano, ou seja, R$ 600 mil por mês. Desse valor, a atual gestão gasta quase um terço com publicidade, advocacia e salário de meia dúzia de diretores.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

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