CBF passa por crise e Rogério Caboclo pode ser derrubado da presidência

Acusações de má postura de Rogério Caboclo podem retirá-lo do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nas últimas semanas, a entidade estaria passando por uma crise interna desde que uma funcionária, que trabalhava diretamente com o dirigente, tirou licença por questões de saúde e, desde então, está incomunicável. As informações foram divulgadas inicialmente pela ESPN e apuradas pelo ge.globo.

Foto: Reprodução CBF

A principal suspeita de uma situação grave sobre a conduta do presidente da entidade com a funcionária, foi devido a uma semana de férias abruptas solicitadas por Rogério Caboclo logo depois do afastamento da mulher. Oficialmente, o dirigente da CBF estaria com as datas de folga já previstas. O fato ocorreu há três semanas e o presidente já retornou ao trabalho presencial na sede da CBF, no Rio de Janeiro, desde o dia 4 de maio. Segundo relatos de funcionários da entidade, o retorno dele seria uma forma de transmitir que a situação está sob controle.

Dentro da CBF, algumas pessoas alegaram aos repórteres responsáveis pelas primeiras informações divulgadas sobre a crise que possuem provas sobre o caso e outros desvios de comportamento de Rogério Caboclo na função de presidente. As informações podem ser suficientes para retirá-lo do cargo, que assumiu em 2018.

Além da situação com a funcionária, outras acusações agravam a ameaça do mandato. O ge.globo recolheu críticas de presidentes de clubes e dirigentes de federações estaduais e da CBF, que alegam posturas “erráticas” e “inapropriadas para o cargo” por parte de Caboclo.

Um dos exemplos citados e vazados sobre a conduta do presidente foi uma reunião virtual no dia 10 de março com representantes de agremiações do futebol brasileiro em que o dirigente se exaltou durante o encontro. Na ocasião, ele bateu na mesa e declarou: “Vocês estão fo***** se não tiver [campeonatos]”.

Diante da situação, o jornal O Globo divulgou que Rogério Caboclo estaria se reaproximando de Marco Polo Del Nero, seu padrinho político. Del Nero foi presidente da CBF antes de Caboclo, mas foi banido pela Fifa de exercer qualquer cargo relacionado a atividades que envolvam futebol. Ele foi indiciado pela Justiça estadunidense por cometer crimes de corrupção na modalidade.

Ricardo Teixeira, também afastado de funções no futebol devido investigações nacionais e internacionais, é outro nome que estaria próximo de Del Nero e Caboclo. Os três estariam discutindo a sucessão do atual presidente diante da sua iminente saída da CBF.

Se for afastado do cargo, o estatuto da entidade prevê que o vice-presidente mais velho deve assumir temporariamente o cargo e convocar eleições em até 30 dias. O eleito assume a presidência da CBF até o fim do mandato que seria de Caboclo, previsto para abril de 2023.

Antônio Carlos Nunes, vice-presidente mais velho, seria o responsável por ficar a frente da entidade e convocar a data de votação para a escolha de um novo dirigente entre: ele, Antônio Aquino, do Acre, Ednaldo Rodrigues, da Bahia, Castellar Guimarães, de Minas Gerais, Fernando Sarney, do Maranhão, Francisco Noveletto, do Rio Grande do Sul, Marcus Vicente, do Espírito Santo e Gustavo Feijó, de Alagoas.

Fonte: Bahia Notícias

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