Brasil é maior empecilho para eventual reinício da Libertadores

País com mais equipes – sete – na Copa Libertadores da América, o Brasil é o maior empecilho para a retomada da principal competição do futebol sul-americano. Com a expansão da pandemia do corona vírus por seu imenso território, marcado por gritantes diferenças climáticas, geográficas e econômicas, o Brasil lida com cenários distintos e incertos.

Embora esportivamente seja apenas um país, as condições econômicas e sanitárias de cada região representam um gigantesco desafio de logística. Apenas duas regiões brasileiras estão envolvidas na disputa da Libertadores em 2020: Sul e Sudeste. Uma delas, a Sudeste, é o epicentro da pandemia em solo brasileiro. Justamente a que reúne quatro das sete equipes que disputam a competição.

A situação atual na região Sul é bastante mais tranquila. Quando escrevo este texto, no dia 11 de maio de 2020, o estado do Paraná (Athletico) contabiliza 1.835 casos e 109 mortes. Os dados do Rio Grande do Sul (Grêmio e Inter) apontam 2.542 casos e 97 mortes. São Paulo (Santos, São Paulo e Palmeiras) tem 45.444 casos e 3.709 mortes, e o Rio (Flamengo) contabiliza 17.062 casos e 1.714 mortes. O Brasil tem mais casos de covid-19 do que todos os países da América do Sul somados. Dados oficiais, que não alcançam a situação real, que envolve uma subnotificação gigantesca.

Cada região tem lidado de forma diferente com a pandemia. Assim com cada país sul-americano tem uma situação particular. O Brasil adotou medidas de contenção consideradas brandas se comparadas às dos demais países do continente. Em alguns houve toque de recolher, multas pesadas, obrigatoriedade do uso de máscara, fechamento de fronteiras.

Fonte: Globoesporte.com

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