Ataque do Vitória da Conquista tem o pior início de temporada da sua história

Uma das grandes queixas do torcedor do Vitória da Conquista tem sido a falta gols e os números apontam que a torcida tem razão. Em toda a sua história, Alviverde jamais marcou tão poucos gols quanto em 2020. Com o empate em 0 a 0 com o Bahia de Feira, no Lomantão, o Bode bateu essa marca negativa, com apenas 3 gols marcados em 5 jogos.

Rafinha e Otávio comemorando um dos gols do Bode no empate em 2 a 2 com a Jacuipense, na primeira rodada do Baianão (FOTO: Luciana Flores | Ascom ECPP)

O menor número de gols marcados pelo Bode em 5 rodadas até esse ano tinha sido em 2018, quando a equipe havia marcado apenas 4 gols nos 5 primeiros jogos oficiais do ano.

Rafinha, Otávio e Nonato são os responsáveis pelos três gols marcados até agora pelo Vitória da Conquista no Baianão. Sozinho, Marcelo Nicácio, atacante do Fluminense de Feira, balançou as redes adversárias o dobro de vezes. Deon, do Bahia de Feira, Maurício, do Doce Mel, e Eron, do Vitória, marcaram três gols, cada, igualando, cada um deles, o número de gols do Bode na competição.  

O treinador da equipe, Elias Borges, reconhece a finalização como um ponto fraco do Alviverde. “Tem um defeito nosso que é a perda de gols, só um cego para não ver isso, mas já trabalhamos todas as tardes a finalização para corrigir esse erro, dar tranquilidade ao jogador e não fazer disso um desespero também”, disse o técnico.

Contratações – Dos oito atacantes contratados para a temporada, seis jamais haviam atuado pelo Vitória da Conquista, mas tinham um histórico animador, como é o caso de Léo Russo, artilheiro da segunda divisão do Campeonato Sergipano. Apesar dos dados, o atacante não agradou o treinador Elias Borges na oportunidade que teve, diante do Vitória.

Outro que ainda não correspondeu às expectativas geradas foi Nonato. Acostumado a balançar as redes adversárias e ser o terror dos zagueiros que enfrenta, marcou apenas um gol em cinco jogos disputados pelo Bode, tendo, inclusive, desperdiçado um pênalti.

Para o presidente do clube, Ederlane Amorim, momentos como esse fazem parte do futebol. “Isso faz parte do futebol. Você, quando contrata qualquer jogador, não contrata junto o resultado, o resultado vem depois”, argumentou. 

Ederlane ressalta que os jogadores contratados foram credenciados pelos seus rendimentos nos times pelos quais passaram. “Trouxemos jogadores artilheiros, como foi o caso do Nonato, que nos últimos três anos foi artilheiro do Campeonato Goiano por duas ou três vezes, tanto da primeira quanto da segunda divisão, jogando sempre por times intermediários, veio com um lastro muito positivo de quantidade de gols. Temos o Tatu que é o maior artilheiro da história do clube, por onde passou também foi goleador, e algumas apostas novas, como o Magalhães (Rafinha), o Danúbio, o próprio Léo, que foi artilheiro do Campeonato Sergipano da Segunda Divisão”, detalha Amorim.

Para o presidente do Vitória da Conquista a resolução do problema está em treinar para aprimorar a finalização. “Não temos mais o que fazer, é continuar treinando. Eu estaria mais preocupado se as oportunidades não estivessem aparecendo, mostraria a fragilidade da equipe. Como nós estamos criando inúmeras oportunidades, é questão de treinamento, de aprimorar mais na hora de definir a jogada, a concentração, o equilíbrio, tudo isso implica”, apontou. “O momento é tenso, o jogador já entra um pouco nervoso, ansioso pra que esse gol aconteça, pra que a vitória aconteça. Isso acaba atrapalhando um pouco, por mais experiência que tenha”, complementou Ederlane.

O presidente diz também que está tranquilo e confiante. “Pra mim está tudo tranquilo e eu acredito que o gol vai acontecer no momento certo”, finalizou ele.

O próximo compromisso do Vitória da Conquista está marcado para o próximo domingo, 1, às 16 horas, no estádio Pedro Caetano, em Ipiaú, com transmissão da Brasil FM (107,7).

Por Guilherme Barbosa/Diário Esportivo

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