Após Estaduais, mais de 100 clubes vão ficar ao relento

Enquanto a CBF não banca a criação da Série E do Brasileiro, com jogos regionalizados, o calendário do futebol nacional vai continuar iludindo torcedores e jogadores de uma penca de clubes profissionais. Só entre os que figuram na primeira divisão de seus respectivos Estados, mais de 100 deles vão ficar praticamente sem agenda a partir do fim dos Estaduais, em abril. Para uma grande parcela desses clubes, na prática, a despedida da competição se dá mesmo em março, com a eliminação antes das fases decisivas.

Depois disso, pouco vai restar em 2020 para a maioria dos 268 clubes que estarão no principal campeonato de seus Estados, que começam em quase todo o País no próximo fim de semana. Há torneios locais que tentam preencher essa lacuna do calendário, mas em vários deles os jogos são no sistema de mata mata. Isso significa dizer que depois dos Estaduais vai ter clube com apenas um ou dois jogos oficiais até o fim do ano.

As Séries A, B, C e D reúnem 124 clubes. Sessenta deles têm o ano tomado por compromissos nas três divisões principais. A Série D, com 64 participantes, contempla uma fase inicial, com oito grupos de oito times cada e começará em maio.

Já a Copa do Brasil poderia servir de refúgio para alguns desses clubes sem rumo. Porém, das 91 equipes da competição, apenas sete não figuram em nenhuma das quatro divisões nacionais. E não precisa ser adivinho para saber que esses times tendem a ser eliminados logo no primeiro jogo da Copa – pois enfrentam adversários bem mais fortes.

Há ainda a Copa do Nordeste e a Copa Verde pela frente. Mas os classificados para os dois torneios também são os mesmos das quatro divisões do Brasileiro – na Copa do Nordeste só o Juazeirense-BA é exceção entre seus 20 participantes. Na Copa Verde, com 24 clubes, somente Real Noroeste, do Espírito Santo, e Ypiranga-AP encontram-se na mesma situação.

Fonte: Terra

Comentários