Vasco entra com petição no processo sobre anulação da eleição: “Risco de colapso”

A diretoria do Vasco entrou na noite de terça-feira com uma petição para tentar ser ouvida no processo que pode anular a eleição feita no ano passado. O inquérito da Polícia Civil concluiu que houve irregularidades no pleito e foi anexado pelo advogado Alan Belaciano no processo.

Vasco entrou com petição no processo sobre anulação da eleição — Foto: Agência Estado

Diante da possibilidade de uma decisão liminar, o clube resolveu tentar se antecipar ao que consideram o risco de um colapso administrativo que complicaria ainda mais a vida do time na luta contra o rebaixamento.

Na petição, o Vasco enumera argumentos para tentar rebater a tese de que a eleição deve ser anulada. Entre outras, alega que, diante da desistência da chapa branca, de Fernando Horta, “necessariamente a chapa azul (de Eurico Miranda) elegeria membros para o Conselho Deliberativo, mesmo que fosse com um único voto”.

Há também a tentativa de desqualificar a testemunha Glória Brochado por ela ter ação trabalhista contra o clube, ser “patrocinada pelo escritório de advocacia do autor da presente demanda, além de ser notória inimiga do atual presidente da Diretoria Administrativa”.

– O Vasco ficou sabendo através da imprensa, não foi convidado a participar do processo, que tem 2.328 páginas. Nossa preocupação é que aconteça uma decisão liminar para anular a eleição sem que o clube seja ouvido. Fizemos essa petição para podermos nos manifestar, queremos dar nossa versão, aí a juíza decide. Nossa postura sempre foi de não pressionar o judiciário – disse o vice jurídico do Vasco, Rogério Peres.

Parte da petição do Vasco sobre o processo de anulação da eleição — Foto: Reprodução

No caso de uma liminar que anule a eleição, uma série de interrogações surgem e tiram o sono da atual administração. Sem um presidente para assinar, como o clube receberia o empréstimo de R$ 31 milhões que vai servir para cobrir gastos até o fim do ano? Sem esta verba, o clube teria dificuldade não só para pagar salários, mas outras contas básicas, como água, eletricidade, etc. Os contratos assinados deste janeiro permanecem válidos?

Quem seria o responsável por colocar o time em campo, comprar passagens para os jogos fora do Rio de Janeiro? Qual seria o impacto no elenco, que tem pela frente 13 jogos decisivos na luta contra o rebaixamento?

– Vai depender da decisão que for tomada. A grosso modo, corremos o risco de um colapso financeiro e administrativo. E moralmente é muito ruim para o clube, pode afetar toda nossa vida. Contratos assinados, obrigações assumidas… O que fazemos com tudo isso? Interrompemos? Estamos em negociação por patrocínio master. Quem vai querer negociar? Já estamos fadados a termos dificuldades para o ano que vem – finalizou Rogério Peres.

Por Globoesporte.com

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