Seleção euclidense dá show de bola e vence Canudos por 3×1

Numa tarde de sol bastante quente, estádio cheio e Pim Maravilha iluminado, a seleção de futebol de Euclides da Cunha, primeiro lugar na classificação geral do Campeonato Intermunicipal de Futebol 2018, bateu a seleção de Canudos pelo placar de 3×1, com dois gols de Pim Maravilha e um de Tobinha, na cobrança de penalidade máxima sofrida pelo próprio, cometida pelo goleiro Adriano, ao ser driblado pelo ponteiro esquerdo, depois de um contra-ataque fulminante de Euclides da Cunha, que começou com um excelente passe do goleiro Márcio Greick, após ter neutralizado um ataque da representação canudense.
Na verdade, como costuma dizer veteranos do futebol, o placar moral foi de 5 a 1, pois ainda no primeiro tempo, antes de Pim marcar de cabeça o seu primeiro gol e do jogo também, aos 48 minutos – pois o árbitro havia acrescido em quatro minutos de acréscimo, por causa de paralisações para atendimento de atletas que se machucaram -, a seleção euclidense havia colocado duas bolas no travessão de Canudos, em dois rounds espetaculares.
Com um esquema defensivo, pois via-se sutilmente que canudos veio a campo para não tomar gol; e nem perder a partida, e, assim, garantir o empate e levar a decisão para as penalidades máximas; pois o desenho tático do time demonstrava isso, principalmente quando Euclides da Cunha tinha a posse de bola.
Este repórter, que estava posicionado paralelamente à linha intermediária de canudos, chegou a contar 9 jogadores neste setor, ficando apenas, o atacante Lucas na frente, mas muito próximo à linha divisória do campo, pelo lado esquerdo do ataque, a esperar por lançamentos e tentar ganhar da defesa adversária que, muito bem plantada, neutralizava praticamente todas as investidas canudenses.
Euclides da Cunha, que ao entrar em campo foi recebida carinhosamente pela sua fanática torcida, que levantou o “bandeirão” e gritava pelos nomes dos jogadores, enquanto no céu fogos de artifício espocavam e o som se misturava com a batida dos tambores e cantigas, palavras de incentivo e versos do hino de nossa seleção, composto pelo artista euclidense Chico D’Óliveira, saíam de um megafone do meio da arquibancada onde se concentrava a maior parte da galera euclidense que foi torcer pela sua seleção.
Como já se previa, foi um jogo bastante pegado, bem disputado, um duelo entre a defesa de canudos e o ataque de Euclides da Cunha, que tinha a vantagem de ter uma máquina “matadeira” chamada Pim Maravilha, que mesmo muito bem marcado pelo excelente zagueiro Anselmo, não foi suficiente para impedir que o experiente atacante mandasse duas bolas para o fundo da rede de Adriano, que fez duas defesas difíceis, daquelas em que a torcida faz uuuuuu…, e o atacante esbraveja.
A seleção de Euclides da Cunha, que já tinha dado provas de que estava atingindo o ápice de entrosamento e preparação física, nos últimos jogos realizados dentro e fora de casa, neste domingo, além de apresentar um futebol coletivo muito bom – apesar de Igor, Nino e Tobinha – este, fazendo o pião muito bem e confundindo os zagueiros adversários, não terem se entendido perfeitamente na hora de trocar passe nas jogadas pelo lado direito do campo, o que levava o exigente prof. José Carijé a reclamar e fazer cobranças no sentido de o atleta corrigir erros cometidos-  o coletivo foi muito bom.
No segundo tempo e com vantagem no placar, Euclides passou a tocar mais a bola e, com isso, ter mais posse de bola e esperar o momento certo para ir ao ataque, pois sabia-se que Canudos não ficaria o tempo que lhe restava preocupado em se defender, resultado que não lhe interessava, abriu o jogo e sofreu o segundo gol de Pim Maravilha.
Com esse gol, Euclides aumentou o tempo de posse de bola, que arrancou da torcida o grito de olé.. Oiê.., o tom do sambão aumentou o volume, essas coisas que o torcedor inventa para incrementar uma partida de futebol, mas que alguns atletas euclidenses se empolgaram demais e iniciaram trocas de passes excessivos que culminaram em um passe errado na linha intermediária que terminou com o gol de canudos, minutos depois do segundo gol de Euclides.
Animados com o gol, a seleção canudense tentou uma reação, mas foi contida com o terceiro gol de Euclides da Cunha, num contra-ataque mortal iniciado com um passe certeiro do goleiro Márcio Greick para Tobinha, que ganhou do zagueiro na velocidade e de posse da bola entrou na grande área, driblou o goleiro Adriano, que cometeu a penalidade máxima, que o próprio Tobinha cobrou sem chance para o goleiro, para deleite total do atleta e da torcida que explodiu de alegria na arquibancada.
Com o placar anunciando 3 para Euclides da Cunha, 1 para visitante, as arquibancadas se transformaram numa muvuca só. A animadíssima torcida canudense que veio em bom número, empolgada com a boa campanha de sua seleção que, mesmo com os poucos recursos disponíveis montou uma boa equipe, com alguns bons valores de boa técnica, e atletas vibrantes, raçudos, bem orientados pelo técnico Laion, arrefeceu o ânimo e os tambores que batiam fortes diminuíram o tom e praticamente silenciaram.
Com a vantagem no placar de dois gols de diferença e com o goleiro Adriano evitando o feitio de pelos menos mais dois gols, substituições de atletas na tentativa de melhorar o rendimento da equipe, feitas pelo técnico Laion, Euclides continuava senhor da partida, tocando a bola, poupando jogadores de maior desgaste físico, situação que continuou e terminou com uma bela vitória, digna de um time que chegou às quartas de final, invicto, com 33 gols positivos, apenas quatro negativos, tem o artilheiro isolado do campeonato com 15 gols, situações que fazem com que o nome de Euclides da Cunha continue repercutindo positivamente em todo o estado da Bahia e até no exterior, pois sites e blogs, além de emissoras de rádios que fazem transmissão pela internet, redes sociais, etc., estavam fazendo cobertura ao vivo direto do estádio da municipalidade euclidense, onde também se encontrava uma equipe de TV da Federação Bahiana de Futebol, que transmitiu, ao vivo, também pelo canal Youtube, Facebook e em seu próprio site.
Foi, sem dúvida, uma grande exibição da representação euclidense, cada vez mais afinada e em busca do título de campeã 2018, em sua quarta tentativa, já que é detentora de três vice-campeonatos. Das seleções que representavam a região nordeste da Bahia, somente Euclides da Cunha continua na competição e, mais uma vez, assim como em anos anteriores, o embate será contra equipes da região sul do estado, iniciando na cidade de Ubaitaba, (jogo de ida), com a segunda partida, de classificação para a fase semifinal, em Euclides da Cunha.
Euclides da Cunha jogou e ganhou com: Márcio Greick, nino, Dedeu, João Gilmar, Ray, Max (Inho), Gajão, Pim Maravilha, Igor (Robinho), Tobinha. Diretor-técnico: prof. José Carijé, auxiliar-técnico: Edilson Santos, educador-físico prof. Jarielton Guerra, massoterapeuta: Henrique, roupeiro: Linaldo (Preto), diretor de esportes: Léo Mota, presidente LDE: Bezerrão.
Canudos – guerreiros: Adriano, Chiquinho, Clebinho, Anselmo, Puca, CD (vela), Nal, Ian (Nenzinho), We (capenga), Eduardo (Geovane), Lucas. Diretor-técnico: Laion.
Arbitragem: Moises Ferreira Simão (FBF/Maracás), assist. nº 1 – Marcos Welb Rocha de Amorim (FBF/Feira de Santana), assist. nº 2 – Silvério José Lopes Lima (FBF/Valente), 4º árbitro – Frankliney Carvalho Souza (FBF/Araci), 5º árbitro – Dhon Erick Dantas Gama (FBF/Euclides da Cunha).
Fotos e texto: José Dilson Pinheiro/Euclidesdacunha.com

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