Seis meses de suspensão e multa: o que pode acontecer com Luis Fabiano após súmula de árbitro

A súmula do árbitro Luis Antonio Silva Santos, o Índio, divulgada na segunda-feira, deverá ser usada como base para o julgamento de Luis Fabiano no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Com base no relato, o atacante do Vasco pode ser suspenso por até seis meses e ainda ter que pagar multa.

Índio escreveu que Luis Fabiano “partiu para cima” dele, o “afrontando”, enquanto o árbitro lhe mostrava cartão amarelo por falta em Márcio Araújo, no empate de 2 a 2 entre Vasco e Flamengo.

“No susto, com sua atitude, ainda tentei dar um passo para trás, a fim de evitar contato, mas ainda assim o jogador vem para cima, tocando o seu peito no meu, me levando ao desequilíbrio. Ainda tive que usar os braços para evitar ir ao chão. Após essa atitude desrespeitosa e agressiva, apliquei cartão vermelho direto”, escreveu Índio, justificando os passos que dá para trás após ser tocado.

O trecho pode fazer com que Luis Fabiano seja enquadrado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), “praticar agressão física durante a partida”, que tem agravante em caso de ser cometida contra árbitros. Nesse caso, a pena mínima é de suspensão por 180 dias, ou seis meses.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em São Paulo, em julgamentos de Petros, então no Corinthians, em 2014; e Dudu, do Palmeiras, em 2015. Ambos acabaram suspensos por 180 dias por empurrões em árbitros, mas nenhum dos dois cumpriu os ganchos, diminuídos após os clubes recorrerem ao STJD.

No caso de Petros, o Corinthians conseguiu reduzir a “agressão” para o artigo 250, que fala em “ato hostil”. Nesse caso, a pena vai de uma a três partidas, que foi a aplicada pelo STJD. Já o Palmeiras conseguiu um acordo pelo “histórico” de Dudu, que teve sua suspensão reduzida para seis jogos.

A súmula de Índio, porém, ainda complica Luis Fabiano em outro trecho, já que o árbitro do clássico disputado em Brasília também diz ter sido ofendido, o que pode render multa ou mais jogos de gancho.

“Após me recompor, fui cercado por alguns jogadores do Vasco, que tentavam a todo custo que mudasse a minha decisão. O jogador expulso, continuou afrontando, colocando os dois dedos junto ao meu rosto, intimidando e dizendo: ‘Você é moleque, safado, mal intencionado'”, acrescentou o juiz.

“O jogador do Vasco, Andrezinho, insistentemente segurava seu companheiro, tentando afastá-lo, mas ele ainda vinha por trás, pela frente, dava voltas até se afastar, e no momento da saída do campo batendo palmas ainda foi segurado pelo técnico que tentava contê-lo e acalmá-lo”, encerrou.

O artigo 243-F do CBJD fala em “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto” e prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão mínima por quatro partidas “se a ação for praticada por atleta (…) contra árbitros, assistentes ou demais membros da equipe de arbitragem”.

Por ESPN

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