Segurança do árbitro de Bahia de Feira x ECPP agride e engatilha arma contra jogadores

Encerrado o polêmico Bahia de Feira 2×1 ECPP, que colocou o Tremendão na final do Campeonato Baiano 2019, jogadores do alviverde foi para cima da arbitragem reclamar dos erros cruciais durante o jogo. Sem nenhuma justificativa, alguns atletas foram agredidos pelos policiais que fizeram a segurança de Irinaldo Jorge dos Santos.

A informação foi denunciada pelo presidente do ECPP, Ederlane Amorim, ao portal Bahia Notícias. O mandatário relatou, ainda, que um policial engatilhou a arma como ameaça. Um cartucho acabou caindo no gramado e um dos atletas envolvidos na confusão acabou recuperando.

“Nós temos aqui um cartucho da arma de um policial, que engatilhou a arma contra os nossos jogadores. Jogador nosso foi agredido, o Éder Amorim. Saiu com a boca sangrando após o jogo, porque foi agredido covardemente”, contou Ederlane. “Ele vai até ter que justificar, porque ficou faltando um cartucho da munição dele”.

O jogador citado, Éder Amorim é, além de atleta do ECPP, filho do presidente. Em contato com Diário Esportivo, o jovem atacante confirmou que estava nervoso, assim como outros atletas, mas que em momento algum houve razão para ser agredido. Segundo ele, um policial de maneira truculenta o acertou com o escudo de proteção que acabou cortando a sua boca (foto em destaque).

“Tava todo mundo exaltado, mas ninguém chegou a agredir o árbitro ou a equipe de arbitragem. Mesmo assim a polícia chegou de maneira completamente despreparada e um sargento, cujo o nome eu não vou esquecer nunca, simplesmente pegou o escudo e bateu em mim, de frente. Em nenhum momento ele falou para sair, pra afastar, nada! Ele simplesmente chegou e bateu”, relatou Éder.

Perguntado se a diretoria tomará alguma atitude, o presidente do ECPP afirmou que fica difícil pois eram vários profissionais no mesmo local, mas que um deles terá que responder por estar com um cartucho em falta.

Quanto aos problemas de arbitragem, Ederlane foi enfático:

“Não quis falar lá depois do jogo, porque a gente fica tenso, mas essa questão da arbitragem está cada vez mais decisiva no futebol, não só da Bahia como do Brasil. Pelo menos pelas informações que a gente tem acesso, fomos prejudicados no jogo de ida naquele gool que foi anulado no final. Hoje aqui fomos prejudicados desde o início do jogo. Esse juiz foi o quarto árbitro lá em Vitória da Conquista e tivemos problemas, porque um torcedor teve acesso ao vestiário e acabou ofendendo, deu murro na porta. Talvez tenha sido uma represália. Não entendo, por que a Federação Bahiana colocou o quarto árbitro de lá para ser o árbitro central de um jogo que valia uma vaga na final do campeonato, Copa do Brasil, Série D, todo um calendário. Com tantos outros árbitros experientes, coloca um sem experiência para apitar essa partida. No começo do jogo, ele amarelou três jogadores do nosso sistema defensivo. A questão da expulsão, está todo mundo falando. Só ele viu aquela falta. Temos relatos dos próprios jogadores do Bahia de Feira disseram que a bola bateu na mão no lance do gol deles. Fico pasmo que o presidente da comissão de arbitragem é comentarista da televisão e fala que a bola não foi pênalti. Um árbitro que sempre teve várias polêmicas no passado quando ele era árbitro, principalmente nos jogos que ele apitava do nosso time”, disse à reportagem do Bahia Notícias.

No conjunto dos dois jogos da semifinal, o Bode teve um gol mal anulado e um jogador expulso de maneira equivocada, erros que interferiram nos rumos do placar final.

Por Diarioesportivovca.com.br

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