Rueda diz que vai respeitar “DNA Flamengo” e pede time “realista, mas otimista”

Reinaldo Rueda cumprimenta o zagueiro Juan (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Um time com o DNA do Flamengo. É o que promete Reinaldo Rueda. O colombiano, novo técnico do Rubro-Negro, foi apresentado aos jogadores e à imprensa nesta segunda-feira, no Ninho do Urubu. Na coletiva, foi firme ao falar sobre a forma como pretende que o time jogue.

– O estilo é do Flamengo, é o DNA do Flamengo. A formação quanto ao sistema de jogo vai variar. No futebol, falar é muito fácil – disse Reinaldo Rueda, que assinou por um ano e meio com o time carioca.

O treinador, ex-Atlético Nacional-COL, deve estrear diante do Botafogo, nesta quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil. Só não estará em campo se não conseguir o visto de trabalho. O torneio nacional é visto como real possibilidade de título na Gávea, já que no Brasileirão a equipe despencou para o sétimo lugar com a derrota de domingo, para o Atlético-MG.

Reinaldo Rueda em seu primeiro dia no Ninho do Urubu (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

– Estávamos na quinta colocação, agora sétimo. Agora nossa mente e objetivo é quarta-feira, contra o Botafogo. Tem que ser realista, mas otimista. Temos que estar na zona de classificação (no Brasileiro). Agora é recuperar confiança, ir bem na quarta e usar de suporte para o Brasileirão

Com passagens por times colombianos e seleções, Rueda ganhou notoriedade pelo vitorioso trabalho à frente do Atlético Nacional, de Medellín, entre 2015 e 2017, cujo principal título foi o da Libertadores de 2016, time que continha Berrío, Guerra e Borja como alguns de seus principais jogadores. O treinador despertou a cobiça do Fla ainda no ano passado.

– A gente aqui, queria deixar claro, que a chegada do professor Reinaldo se iniciou em uma conversa quando estava no Atlético ainda, muito antes do Zé ter sido confirmado na época como técnico. Naquele momento, já havia o desejo de tê-lo aqui conosco –

Veja os principais tópicos da apresentação de Rueda:

 

Reinaldo Rueda sendo apresentado aos jogadores (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

ELENCO DO FLAMENGO

É um desafio muito alto, estou consciente do que significa o Flamengo para o povo brasileiro. Na Colômbia, sempre seguimos o futebol brasileiro, como referência, e eu como treinador acompanhava os jogadores colombianos que jogam aqui. Por último, veio Orlando Berrío ao Flamengo, e tinha interesse em observar os jogos.

ESTRANGEIROS NO ELENCO

Penso que todo o time, não podemos particularizar aos estrangeiros. Considero que todos, equipe administrativo e técnico também. Claro, jogadores são protagonista. Juan e Diego falam espanhol também, Diego Alves também. São líderes da equipe. Paolo também, todos e os jovens também. O Coletivo tem que pensar igual.

REENCONTROS COM BOTAFOGO E CHAPE

São situações da vida e do futebol. Creio que enfrentaremos um Botafogo forte, em bom momento. Chapecoense também enfrentei recentemente. Temos conhecimento de perto. Espero que sirva para fazer a diferença e cumprir com as metas que queremos.

TORCIDA DO FLAMENGO

Nossa gratidão aos torcedores pela recepção, por essa vontade de nos ter aqui como corpo técnico. Como disse antes, me dá muito orgulho. Algo histórico. Acho que tem 46 anos que Flamengo não tinha um estrangeiro. Espero retribuir a confiança da torcida, que respaldou nossa chegada.

No futebol não há paciência, ainda mais na América do Sul. Somos muito emotivos, é da nossa raça. O importante é ter um projeto esportivo sério, querer algo a médio prazo. Temos que ser conscientes que somente os resultados podem garantir sua continuidade. Sei que temos o respaldo da torcida, mas temos que ratificar com resultados.

Sabíamos que seria um jogo difícil, pelo momento do time, com um time alternativo, com alguns jogadores reservas. Infelizmente, não foi um bom jogo, até o pênalti o jogo estava parelho. Depois, o Atlético ganhou confiança e faltou à nossa equipe reação. Não foi uma apresentação que queríamos ter, mas isso é futebol.

É um grupo a quem dói perder, eu vi isso ontem. Quando o presidente me apresentou ao grupo, se sente que são jogadores que lhes dói perder, e querem reagir. Há uma grande disposição de trabalho, creio que um bom início será importante.

TRABALHO NO MEIO DA TEMPORADA

É a dificuldade que se tem agora, assumir um projeto que já está iniciado. Eu tinha ofertas de vários países, até na Colômbia, e não queria aceitar, porque a experiência mostra que é muito difícil. Mas penso que uma oportunidade como essa, do Flamengo, não é todo dia. Vamos assumir sabendo que temos metas imediatas e metas a médio prazo e vamos apostar no êxito.

TREINADORES ESTRANGEIROS NO BRASIL

Creio que a instituição quer que acabe esse estigma, que a gente dure muito tempo e tenha condições de estar aqui. Flamengo quer que a gente fique aqui.O time tem que mostrar no campo. Só o time pode mostrar se rompemos esse paradigma ou se o futebol brasileiro não é para estrangeiros. Esperamos que isso acabe.

PAIXÃO PELO FUTEBOL BRASILEIRO

A todos nós na Colômbia, desde pequenos, quando não nos classificávamos ao Mundial, todos torcíamos para o Brasil. Meu primeiro curso como treinador foi com Carlos Alberto Parreira, e agora o futebol nos coloca nesse caminho. O futebol brasileiro, por tudo que representa a nível de clube e seleção, é uma referência.

Por Globoesporte.com

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