Polícia Civil confirma irregularidades na eleição do Vasco

A eleição para presidente do Vasco, que colocou Alexandre Campello no cargo, foi em novembro, mas continua tendo desdobramentos e pode ser anulada. Nesta quinta-feira, a Delegacia de Defraudações da Polícia Civil determinou que houve irregularidades na votação ao finalizar o inquérito. A informação foi divulgada pela TV Globo.

O inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro conclui que houve fraude não somente na urna 7, excluída do pleito, mas também na captação de sócios. Como só podem votar sócios com mais de um ano de clube, novos sócios eram incluídos no sistema com data de admissão retroativa para que pudesse votar.

O esquema levou ao afastamento do funcionário Sergio Murilo Paranhos de Andrade, responsável pelo gerenciamento de novos sócios. Agora, ele foi indiciado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.

Além dos novos sócios com data de admissão alterada, alguns funcionários disseram que eram coagidos a fazer campanha e votar para Eurico Miranda, candidato derrotado na eleição vascaína após a anulação dos votos da urna 7. Hoje, Eurico é presidente do Conselho de Beneméritos do clube.

Relembre o caso

Na última eleição para presidente do Vasco, em novembro, Eurico Miranda foi o candidato mais votado, mas o candidato da oposição Júlio Brant conseguiu a anulação da urna 7 na Justiça por irregularidades e, com isso, terminou a eleição na frente. No entanto, como a eleição no Vasco é indireta, o Conselho Deliberativo do clube elegeu Alexandre Campello, que havia inclusive desistido de concorrer para apoiar Eurico Miranda. Júlio Brandt pediu a anulação da eleição em junho deste ano.

Fonte: Gazeta Esportiva

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