Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro: como São Paulo se tornou a base mais campeã do país

Após faturar a Copa do Brasil Sub-20 com uma vitória sobre Corinthians na decisão por 4 a 0, a missão do São Paulo é tentar promover o máximo possível de garotos ao elenco profissional. Para que isso ocorra, o clube tricolor contam com a aproximação tanto de membros da diretoria quanto da comissão técnica comandada por Diego Aguirre.

“O Raí costuma vir a Cotia toda semana. Ele gosta de acompanhar os jogos da base e fala conosco. Vem assistir um treino ou alguma partida. Ele conversa com os garotos e troca experiência, está no convívio. É muito boa essa presença dele por aqui. O cara que é um ídolo de muitos meninos que estão aqui”, contou Pedro Smania, coordenador da base do São Paulo, ao ESPN.com.br.

Além do ex-camisa 10, Diego Lugano, superintendente de relações institucionais do clube tricolor, acompanhou a delegação na disputa da Copa Libertadores Sub-20.

“A comissão técnica do profissional está sempre em contato conosco. O André Jardine conhece a maioria dos jogadores e temos um excelente relacionamento, conversamos o tempo todo. Isso ajuda também nisso”, comentou Smania.

Desde 2015, a categoria Sub-20 do São Paulo venceu três edições da Copa Rio Grande do Sul, três da Copa Ouro, três da Copas do Brasil, uma da Copa Libertadores e uma do Campeonato Paulista.

“Eles estão aqui desde pequenos. Foi feita uma captação que fizeram trabalho de excelência há muito anos. Isso é algo muito bom porque os garotos amam o clube e valorizam muito. Isso é a chave nessas categorias. Aqui na base nós temos muitos talentos, são garotos que têm tudo para serem ídolos do São Paulo. Basta a gente fazer junto com o atleta que isso aconteça de forma natural”, analisou.

Para que o processo de transição ocorra com sucesso, André Jardine, ex-treinador do Sub-20, que trabalha ao lado do técnico Diego Aguirre é uma peça importante. Ele é quem mais conversa com Smania.

“A adaptação é um dos fatores mais preponderantes na ida ao profissional. O menino precisa ter segurança de mostrar toda a técnica em campo. Não adianta achar que estão 100% prontos. Os atletas vão errar. Mas ele precisa estar preparado para errar e repetir ate dar certo. Esse suporte é importante e ter o Jardine por lá faz com que os meninos fiquem mais à vontade”.

Coordenador da base do São Paulo desde março de 2017, Smania trabalhou antes no Figueirense, onde exercia o mesmo cargo, e no Criciúma. Formado em Educação Física, tem a licença técnica da CBF e já fez curso de gestão esportiva pela Universidade do Futebol.

Por ESPN.com.br

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