Imprensa da capital exibe crise no Juazeiro Social Clube

Segundo o site da capital Bahia Notícias, o Presidente exigiu escalação e o técnico se demitiu no meio do jogo escancarando ainda mais a crise no Juazeiro

Tradicional no futebol baiano, o Juazeiro vive uma crise que extrapolou as quatro linhas. Última colocada da Série B do Baiano, com um ponto conquistado em quatro rodadas, a equipe sofreu uma goleada por 6 a 1 para o Teixeira de Feitas no último domingo (31), em pleno Adauto Moraes. Quando a partida estava 3 a 1 para os visitantes, o presidente Rafael Campelo resolveu intervir na escalação do time e gerou uma confusão.

IMAGEM_NOTICIA_5(254)Na visão do dirigente, o goleiro titular, Vitor, deveria dar lugar a Juninho, que estava no banco de reservas. O mandatário estava na arquibancada no momento, e gritou para o treinador Rodrigo Chagas fazer a mudança. O técnico negou, e pediu para sair do clube dentro do gramado. “De repente ouvi aquele barulho na arquibancada. Era o presidente gritando: ‘Rodrigo, tire o goleiro’. Eu me neguei e ele replicou: ‘Tire que eu estou mandando’. Sentei no banco e não falei mais nada. Eu disse que estava fora. Foi aí que ele tomou a responsabilidade para assumir o time. Nem o Juninho queria entrar no lugar do Vitor. O menino entrou e tomou mais três. Os meninos olhavam ele gritando na beira de campo feito um maluco e ficavam confusos. Se eu continuasse ali, ia fechar minha equipe e ia dar mais tranqüilidade. Eles só jogaram no erro nosso, e eu estava percebendo isso”, disse o ex-treinador da Carranca, em entrevista ao Bahia Notícias.

Com Campelo à beira do campo, o time tomou mais três gols e sofreu a goleada acachapante dentro de casa. Ao fim do jogo, mais confusão. Dois atletas tiveram uma discussão áspera, e Rodrigo tentou acalmar os ânimos. Entretanto, Campelo teria interferido e pediu que o técnico não tivesse posição sobre os jogadores do Juazeiro. “Depois do jogo houve um problema entre dois atletas. Eu apartei a briga para que não houvesse uma confusão maior. O clima estava tenso. Ele me pediu licença e disse que eu não trabalhava mais ali, e que não poderia me meter. Eu saí, e não disse mais nada. Todo mundo viu a cena pífia como ele trabalhou, aquela falta de respeito… Todos me apoiaram”, relatou.

Em resposta, Rafael Campelo preferiu não se estender no assunto. Ele preferiu citar a má fase do clube como justificativa para o posicionamento do técnico. “Eu acho que não vale mais a pena falar sobre isso, entendeu? Eu acho que os resultados falam por si só. Veja os resultados e tire as conclusões. Eu prefiro não falar mais nada sobre Rodrigo. O Juazeiro está vivendo uma nova fase. O nosso preparador físico Chico Élber assumirá o time interinamente até a chegada do novo treinador. Acho que agora é o momento de trabalhar. Não gosto de remoer o passado, isso não é da minha pessoa. Agora é dizer que o Juazeiro vai dobrar os trabalhos. A luta continua. Precisamos da ajuda de todos mais do que nunca. Temos que unir as forças e dar a volta por cima. A conversa é essa”, rebateu.

Segundo Rodrigo, a situação do Juazeiro já estava complicada. Antes da derrota por 1 a 0 para o Juazeiro, na Arena Fonte Nova, pela terceira rodada da competição, o agora ex-técnico já havia pedido para de desligar do cargo. Entretanto, o presidente insistiu por sua permanência. “Eu já tinha pedido pra ir embora no jogo contra o Ypiranga. Dessa forma não dava pra trabalhar. Ele havia me prometido alguns reforços, e não chegou nada. Eu tinha quase zero de opções. Tinha alguns jogadores de 16 anos que não aguentavam o tranco. Mas foi isso, resolvi atender o pedido e fiquei. Ele me prometeu contratar seis jogadores, sendo quatro atacantes. Isso não ocorreu. O único jogador que ele me apresentou foi o Gibson, que não havia entrado no BID, mas já treinava lá conosco. Então não tive nenhuma novidade. Foi aí eu disse: ‘Porra, continua a mesma coisa. Não mudou nada’. A situação estava difícil”, esclareceu.

Fotos: Agência CH e Glauber Guerra / Bahia Notícias

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