Conheça cinco países que amam torcer para o Brasil na Copa

Tem brasileiro que não torce para o Brasil na Copa. Mas tem estrangeiro que torce – às vezes, até mais que os próprios brasileiros. A mística da seleção ainda é capaz de atrair fãs de lugares que a gente nem imagina. Eles não estão representados no Mundial, mas amam participar desta festa. E, acima de tudo, amam torcer pela amarelinha:

Imagine um país de 150 milhões de habitantes, mas com a metade do tamanho do Rio Grande do Sul. Agora, imagine que metade da população torce para o Brasil e a outra metade para a Argentina. Assim é Bangladesh durante a Copa do Mundo. No sul da Ásia, o críquete é o esporte mais popular, mas o futebol “rouba” essa preferência de quatro em quatro anos. Eles viram torcedores fanáticos das duas seleções – a rivalidade é tão grande que já rendeu até briga entre “organizadas”.

A última vez que a seleção boliviana participou de uma Copa foi em 1994. Desde então, resta a eles adotar outra seleção sul-americana durante o Mundial – geralmente, a brasileira. Nos redutos bolivianos em São Paulo e nas cidades da fronteira com o Brasil, a preferência dos torcedores é majoritariamente verde e amarela.

Antes da Copa de 2010, a Fifa fez uma pesquisa para saber quais eram as seleções preferidas dos torcedores sul-africanos. O Brasil ficou em segundo lugar, com 11% da preferência, atrás apenas da própria África do Sul, com 63%. Além disso, a maioria dos entrevistados achava que a seleção brasileira era a favorita ao título. Assim como outros países do continente, eles ficaram muito tempo sem jogar um Mundial e acabaram se acostumando a torcer pelo Brasil.

Desde o “Jogo da Paz” que parou o país em 2004 com a presença de astros como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, a idolatria dos haitianos pelo futebol brasileiro só aumentou. Quando o Brasil vence um jogo na Copa, eles saem nas ruas para comemorar como se fosse uma vitória do Haiti. Até mesmo em 2010, quando a população ainda se recuperava de um trágico terremoto, os acampamentos de desabrigados tinham telões e alto-falantes com as partidas da seleção.

O bairro de Lyari é um dos mais violentos de Karachi, a maior cidade do país asiático. Mas, quando o Brasil joga na Copa, as ruas ficam em paz. “Eles torcem para o Brasil como se os jogadores fossem paquistaneses. Jovens e adultos esquecem suas misérias e apenas rezam pelo Brasil”, disse o vereador do bairro à agência Reuters durante a Copa de 2006. A mobilização é tão grande que são instalados telões nos estádios para que ninguém perca os jogos da amarelinha. É ou não é a seleção mais querida do mundo?

Fonte: UOL Esportes

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