CBF enche cofre: seleção arrecada em 4 jogos o mesmo que Paulista e Carioca juntos

Tite, durante a vitória da seleção brasileira sobre o Paraguai por 3 a 0. Foto: MAURO HORITA / MOWA PRESS

Se enche de esperança o torcedor brasileiro, o “efeito Tite” na seleção faz o mesmo com o dinheiro nos cofres da CBF. Com o novo treinador, em apenas quatro jogos em casa, a Confederação já arrecadou mais de R$ 35 milhões, o mesmo que os Estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro, juntos, até aqui.

Desde que assumiu o Brasil, Tite comandou jogos contra Colômbia, Bolívia, Argentina e Paraguai pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, que renderam exatos R$ 35.197.820 – também houve outra partida contra a Colômbia, mas a renda foi revertida para a Chapecoense.

O Campeonato Paulista é o Estadual com maior arrecadação de bilheteria do Brasil, com R$ 28.055.881. Mesmo somando a renda de R$ 7.403.356 das partidas do Carioca, que vem em sequência, porém, o valor supera por pouco os dos quatro jogos da seleção: R$ 35.459.246, apenas R$ 261.426 a mais.

O primeiro jogo de Tite em solo brasileiro foi contra a Colômbia, em Manaus, rendendo R$ 5.840.500. Depois, enfrentou a Bolívia, em Natal, no jogo que menos enriqueceu a CBF: R$ 4.307.145,

Já contra a Argentina, em Belo Horizonte, e diante do Paraguai, nesta quarta, em São Paulo, a seleção registrou duas das três maiores rendas do futebol brasileiro, respectivamente, com R$ 12.726.250 e R$ 12.323.925, perdendo apenas para os R$ 14.176.146 de Atlético-MG x Olimpia-PAR, em 2013.

Somente um desses dois duelos, inclusive, já seria suficiente para superar a soma das rendas de qualquer clube em Estaduais. O Palmeiras, por exemplo, com seis jogos no Paulista, arrecadou R$ 9.279.751. No Carioca, com sete partidas, o Flamengo lidera em arrecadação com R$ 2.589.965.

Curiosamente, o pior resultado em termos financeiros de um jogo da seleção brasileira foi justamente o que ajudou a Chapecoense, já que o duelo contra a Colômbia, no Maracanã, arrecadou R$ 1.219.675.

Já com Dunga, nenhum dos três jogos da seleção brasileira como mandante chegou aos R$ 5 milhões de renda: R$ 4.961.890 contra o Uruguai; R$ 4.186.790 diante do Peru; e R$ 2.722.200 contra a Venezuela.

O preço dos ingressos também disparou de um técnico para outro. Com Dunga, os valores médios variaram de R$ 69,85 no jogo contra a Venezuela, em Fortaleza, até R$ 113,03 diante do Uruguai, em Recife. Já na “era Tite”, as cifras partiram de R$ 143,50 contra a Bolívia até R$ 277,70 contra o Paraguai.

Por Thiago Cara, do ESPN.com.br

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